EDUCAÇÃO EM DESTAQUE

Postado em March 10, 2008  • 

ARLINDO COELHO FRAGOSO

SECRETÁRIO DO INTERIOR, JUSTIÇA E INSTRUÇÃO PÚBLICA

1916 A 1916

 

Nasceu em 1870 na cidade de Salvador – Bahia.Ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia em 1887, concluiu o seu curso em medicina em 1891, médico dedicado ao magistério, grande expressão da história da medicina baiana e professor catedrático de Patologia Geral. Publicou no ano de 1891 o trabalho intitulado Etiologia e Patogenia da supuração, dando início a uma brilhante carreira profissional de médico e pesquisador na medicina experimental. Foi professor das cadeiras de Fisiologia, Anatomia e Fisiologia Patológica e assumiu como professor da cátedra de Patologia Geral, na Faculdade de Medicina da Bahia (1895) após a apresentação da tese de concurso intitulada Da Imunidade Mórbida, um estudo geral. A partir de então voltou-se para estudos no campo da microbiologia e tornou-se um dos maiores expoentes da medicina baseada no conhecimento etiológico de suporte experimental. Foi nomeado pelo Governo Estadual para montar (1899) e dirigir o Gabinete de Análises e Pesquisas Bacteriológicas da Bahia, responsável pela verificação de óbitos e controle das doenças infecto-contagiosas de caráter epidêmico. No cargo publicou vários estudos e observações sobre a peste bubônica e a tuberculose, tais como, Considerações sobre a peste bubônica (1899). Ocupou a Secretaria do Interior, Justiça e Instrução Pública (1916), no governo de Antonio Ferrão Moniz de Aragão (1916-1920), tendo cuidado, com especial carinho do Hospital Juliano Moreira e da Biblioteca Pública. Entretanto, foi neste período que por questões políticas, negou a evidente irrupção da epidemia de gripe espanhola na capital baiana. Possuiu uma das maiores e mais selecionadas bibliotecas da Bahia. Pertenceu a diversas instituições de cultura e de ciência do país. Escreveu a Memória Histórica da Faculdade de Medicina da Bahia relativa ao ano de 1924 (1924), última edição (1940) das memórias históricas, instituídas pela Reforma (1854), escritas anualmente com o objetivo de narrar os acontecimentos do ano e informar sobre o desenvolvimento das doutrinas nos cursos públicos e particulares, inclusive a precariedade do ensino médico na Bahia foi bastante frisada nessas memórias, inclusive queixas da falta de apoio e de verbas necessárias por parte do governo desde sua primeira edição. Estas memórias históricas foram escritas anualmente (1854-1915), havendo uma interrupção (1916-1923), sendo a seguir publicada a última edição. Mais tarde, pelo decreto-lei nº 1.511 (16/08/1939), foi criado o periódico Anais da Faculdade de Medicina da Bahia. Faleceu em 1926.

O seu Inspetor Geral de Ensino responsável pela pasta da Instrução Pública,no período de 1916 a 1916 foi Otaviano Moniz Barreto.

Autor: Fernando Paixão

Fonte:D.O.E./Arquivo SEC/CMIC

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